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ara quem pensa que o preconceito acabou, está totalmente enganado! Que somos diferentes e que a diferença precisa e deve ser respeitada, também sabemos, contudo, na prática, a situação é bem diferente, tem outra face; a face do desprezo, da ignorância.

Para quem vive no Brasil, parece que não basta à convivência com os grandes roubos, assaltos aos cofres públicos: tanta corrupção e ainda arcamos conta a conta que fica marcado e registrado nas costas daquele velho ditado popular: “a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”. Com tudo isso e mais um pouco, um país totalmente miscigenado, muitos ainda sofrem com o racismo, com a injúria racial, com inúmeras ofensas, inúmeras agressões pela cor da pele, ou pelo cabelo, pela religião, pelo modo de se vestir e por aí vai, tantas formas e tipos de preconceito que caminha na posição contrária: a cada dia uma nova forma surge.
Muitas pessoas não dão queixa, seja por medo ou represália, mas de uma forma ou de outra, a maioria se cala e o culpado e/ou agressor aproveita para gozar seu ato agressivo na impunidade.
Recentemente a mídia divulgou a revolta de um pai que não deseja que aconteça com outra pessoa o que acontecera à sua filha. Esse pai foi ator global Bruno Gagliasso, fez registro de ofensa contra a filha na delegacia. Em entrevista o ator fala de sua tristeza e da necessidade de denunciar, para que ato como esse não fique impune.
Sabemos que o tal fato ocorrido com a filha de Bruno não é algo isolado e muitos brasileiros sofrem independente de onde estejam com os inúmeros preconceitos; seja no local de trabalho, na escolinha de futebol, no parque ou na escola, em todo lugar e até pela internet.
Vale ressaltar que tanto racismo ou injúria racial ambas são consideradas crimes e estão previstas em lei. No caso do crime de racismo está previsto na lei de número 7.716/89, já o crime de injúria racial está previsto no artigo 140 do código penal baseado no decreto de lei 2848/40.