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randes discussões vêm sendo debatidas nos últimos anos sobre a crescente estatística de que a espiritualidade traz benefícios para a saúde física e mental.

Com a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia esse quadro ganhou ênfase a ser recomendada a abordagem da espiritualidade no atendimento aos pacientes.
A espiritualidade é algo que faz parte da vida de muitas pessoas como algo fundamental. Nesse cenário mais de 70% dos brasileiros mantém alguma ligação com determinado grupo religioso.
QUANDO DEVE SER ABORDADA A ESPIRITUALIDADE?
O momento certo para abordar a espiritualidade de um paciente poupa mal-entendido, segundo o livro “Espiritualidade no Cuidado com o Paciente” escrito por Harold G. Koenig (médico da Universidade de Duke – Estados Unidos da América), o bom senso deve imperar. A abordagem em situações extremas como acidentes e eventos isquêmicos coronarianos, pode levar ao sentimento de medo no indivíduo. Entretanto, a avaliação ambulatorial de um novo paciente, uma internação por descompensação de alguma doença, os cuidados paliativos e pacientes que serão acompanhados pelo mesmo médico podem ser momentos ideais para a obtenção da história espiritual.
Barreiras para o médico
Algumas barreiras são colocadas pelos médicos para não abordarem o tema. Pode-se citar a falta de conhecimento sobre o assunto, falta de treinamento, falta de tempo, desconforto com o tema, medo de impor pontos de vista religiosos ao paciente, pensamento de que o conhecimento da religião não é relevante ao tratamento médico e a opinião de que isso não faz parte do papel do médico. Essas barreiras são quebradas à medida que o médico se aprofunda no tema e desvencilha-se de seus próprios medos e preconceitos.
Como deve ser abordada a espiritualidade e religiosidade?
Não existe uma só forma de abordar a espiritualidade, assim como não existe uma forma correta. Muitas vezes, a sua abordagem faz-se de forma natural e tranquila, o que depende das próprias heranças culturais de cada médico. Entretanto, pesquisadores têm criado formas de facilitar a abordagem da espiritualidade para os médicos que ainda possuem dificuldades com o tema.
No caso de pacientes não religiosos, ao invés de focar na espiritualidade, o médico pode perguntar como o paciente convive com a doença; o que promove um significado e propósito à sua vida e quais crenças culturais pode ter impacto no seu tratamento.
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